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Departamento de Justiça dos EUA afirma que denúncias contra Trump ficaram de fora dos arquivos Epstein por engano, diz jornal

Caso Epstein: governo é criticado por divulgar provas que expõem vítimas O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que divulgou novos documentos...

Departamento de Justiça dos EUA afirma que denúncias contra Trump ficaram de fora dos arquivos Epstein por engano, diz jornal
Departamento de Justiça dos EUA afirma que denúncias contra Trump ficaram de fora dos arquivos Epstein por engano, diz jornal (Foto: Reprodução)

Caso Epstein: governo é criticado por divulgar provas que expõem vítimas O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que divulgou novos documentos ligados ao caso de Jeffrey Epstein que haviam sido retidos por engano, informou o "Wall Street Journal". Entre eles estão arquivos do FBI com denúncias de abuso sexual envolvendo o presidente Donald Trump. Segundo o departamento, uma revisão interna identificou que alguns documentos que mencionavam Trump foram classificados de forma incorreta como duplicados, o que permitiu a retenção ou edição de arquivos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Depois que isso foi trazido à nossa atenção, revisamos todo o lote com a mesma classificação e descobrimos que 15 documentos foram codificados incorretamente como duplicados”, afirmou o departamento em uma publicação nas redes sociais. As autoridades também divulgaram cinco memorandos da promotoria ligados à investigação de Epstein no Distrito Sul da Flórida. Esses documentos haviam sido inicialmente retidos por serem considerados protegidos por privilégio legal. Entre os novos arquivos estão anotações do FBI sobre entrevistas feitas em 2019 com uma mulher que afirmou ter sido abusada por Trump e Epstein quando ainda era menor de idade, na década de 1980. Os documentos incluem também um registro da primeira ligação feita ao centro de ameaças do FBI por uma amiga da mulher, relatando as acusações. O The Wall Street Journal informou ter analisado cópias desses documentos no início da semana. Trump nega qualquer irregularidade e afirmou que os arquivos de Epstein “o inocentam totalmente”. LEIA TAMBÉM: Registros de denúncia de agressão sexual contra Trump ficaram de fora dos arquivos de Epstein, diz 'NYT' O que aconteceu O Departamento de Justiça já tinha divulgado um resumo das acusações da mulher em janeiro, quando tornou públicos uma série de arquivos relacionados a Epstein. Na ocasião, também publicou um relatório do FBI sobre a primeira entrevista da mulher, na qual ela afirmou ter sido abusada por Epstein na Carolina do Sul. No entanto, outros três relatórios semelhantes, incluindo os que mencionavam Trump, não tinham sido divulgados até o momento, levantando questionamentos. A divulgação desses documentos é exigida pela chamada Lei de Transparência dos Arquivos Epstein. O departamento afirmou que costuma revisar e corrigir informações sempre que surgem questionamentos sobre os arquivos disponibilizados ao público. O Departamento tem sido criticado pela forma como conduziu a divulgação dos documentos, incluindo edições que revelaram nomes de vítimas e esconderam nomes de homens influentes citados nos arquivos. Mensagens revelam detalhes da relação entre Trump e Jeffrey Epstein, acusado de exploração sexual Reprodução/TV Globo Entenda o contexto Uma análise do jornal americano "The New York Times" aponta que a maior parte dos registros de uma denúncia de agressão sexual contra o presidente dos EUA, Donald Trump, não consta nos arquivos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA. Em 2019, após o caso de abuso sexual de Jeffrey Epstein ganhar destaque na mídia, uma mulher denunciou tanto o financista quanto Trump por agressão sexual. Os episódios teriam ocorrido nos anos 1980, quando ela era menor de idade. A denúncia, como outras feitas contra Trump e ligadas ao caso Epstein, não avançou juridicamente, e o presidente não chegou a ser formalmente acusado. "A existência dos memorandos [da denúncia] foi revelada em um índice que listava os materiais de investigação relacionados ao seu relato, os quais foram divulgados publicamente. De acordo com esse índice, o FBI realizou quatro entrevistas em conexão com suas alegações e redigiu resumos sobre cada uma delas", diz o "NYT", em reportagem publicada nesta quarta-feira (25). "No entanto, apenas um dos resumos das quatro entrevistas, que descreve suas acusações contra o Epstein, foi divulgado pelo Departamento de Justiça. Os outros três não constam nos arquivos." Os arquivos divulgados pelo governo Trump também excluem as anotações originais das entrevistas com a denunciante — que, segundo o índice divulgado entre os papéis, faz parte do arquivo. Segundo o jornal, o Departamento de Justiça divulgou outros materiais semelhantes com outras potenciais testemunhas e vítimas, mas este não foi publicado. A razão da ausência desse material não está clara, segundo o "NYT". Questionado pelo jornal, o Departamento de Justiça disse que “os únicos materiais que foram retidos eram confidenciais ou duplicados”. Em um outro questionamento, a pasta afirmou que os documentos podem ter sido retidos devido a "uma investigação federal em curso", sem mencionar o caso específico desta denúncia.