Visitantes

85 Online
232203 Visitas

Locutor no Ar

announcer

Diretora do FMI diz que economia global está sendo 'testada mais uma vez' pela guerra no Oriente Médio

Kristalina Georgieva, diretora do FMI Sergei Karpukhin/Reuters A economia global está “sendo testada mais uma vez” pela guerra no Oriente Médio, afirmou n...

Diretora do FMI diz que economia global está sendo 'testada mais uma vez' pela guerra no Oriente Médio
Diretora do FMI diz que economia global está sendo 'testada mais uma vez' pela guerra no Oriente Médio (Foto: Reprodução)

Kristalina Georgieva, diretora do FMI Sergei Karpukhin/Reuters A economia global está “sendo testada mais uma vez” pela guerra no Oriente Médio, afirmou nesta quinta-feira, em Bangkok, a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. “Vivemos em um mundo em que os choques são mais frequentes e mais inesperados, e temos alertado nossos membros há algum tempo de que a incerteza agora é a nova normalidade”, disse ela em uma conferência sobre a Ásia em 2050. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O conflito começou após bombardeios dos EUA e de Israel em Teerã, que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades iranianas de alto escalão, no sábado (28). Desde então, o Irã tem retaliado contra Israel e contra países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas. 6º dia de guerra no Oriente Médio começa com troca de fogo entre Irã e Israel A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã entrou no sexto dia nesta quinta-feira (5). Nesta quarta (4), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assumiu a autoria de um ataque de submarino contra um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka. A ação deixou 87 mortos e 32 feridos e é considerada histórica: foi uma das poucas ocasiões em que um submarino afundou um navio desde a Segunda Guerra Mundial. Hegseth também disse, em coletiva de imprensa, que os EUA estão “vencendo a guerra” e que as forças americanas detêm o controle absoluto neste quinto dia de conflito. O Pentágono prometeu novas ondas de bombardeios. “A Força Aérea do Irã não existe mais. A Marinha deles descansa no fundo do Golfo Pérsico. Eles estão acabados e sabem disso”, afirmou o secretário. Impactos na economia A escalada das tensões e o início da guerra no Oriente Médio, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e a expansão do conflito para países vizinhos, como o Líbano, pressionam o preço do petróleo e a cotação do dólar no Brasil. Neste início de semana, o petróleo ultrapassou US$ 82 por barril, o valor mais alto desde janeiro de 2025. Com o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, analistas projetam aumento significativo nos preços nos próximos meses — o que deve pressionar os combustíveis no Brasil. Outro fator que pode estimular a inflação é a cotação do dólar, por seu impacto nos preços de produtos e insumos importados. A moeda norte-americana avançou 0,6% nesta segunda-feira (2), para R$ 5,16, e continuava em alta nesta terça-feira. Com dólar e petróleo mais caros, cresce a expectativa de aumento nos preços de combustíveis e de energia, que têm efeitos indiretos sobre o transporte, a indústria e até o agronegócio — o que também pode limitar o ritmo de crescimento da economia brasileira. Segundo economistas, essa variação nos preços do petróleo e do dólar pode afetar não apenas os preços atuais, mas também as projeções do mercado e do Banco Central para a inflação neste ano e nos próximos. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), colegiado responsável por buscar o cumprimento das metas de inflação, toma decisões com base nas projeções futuras, já que os efeitos demoram de seis a 18 meses para aparecer plenamente na economia. Neste momento, por exemplo, o Banco Central busca atingir, por meio da taxa de juros, a meta central de inflação de 3% no acumulado de 12 meses até setembro de 2027.